Oito em cada dez famílias brasileiras estão endividadas. A pesquisa de agosto da CNC registrou 82%, o sétimo recorde seguido, e quase 30% das famílias com contas em atraso. É esse consumidor que vai encontrar o resultado da eleição quando 2027 começar.
O que a segunda-feira mostrou
Com Flávio Bolsonaro na frente no primeiro turno, 47% dos votos válidos contra 45% de Lula, o dólar caiu a R$ 5,00, a maior queda em um dia desde 2018, e a Bolsa bateu recorde. As ações de varejo e consumo estiveram entre as que mais subiram.
A Presidência segue em aberto, e o segundo turno é no dia 25 de outubro. O que os preços mostraram foi uma expectativa: a leitura predominante no mercado foi de que Flávio teria maior disposição para um ajuste fiscal, enquanto um novo mandato de Lula ainda precisaria convencer os investidores nessa frente. Expectativa vira realidade só com execução, e quem dá o primeiro passo para isso é o eleitor.
O consumidor que chega a 2027
Nos últimos 12 meses, o crédito caro segurou o consumo ao custo de mais dívida. A Selic saiu de 15% e está em 13,75%, e a inflação em 12 meses é de 4,22%, acima do centro da meta, de 3%. A pressão maior está nas famílias com renda de até três salários mínimos, justamente o grupo em que a inadimplência avançou em agosto.
O que muda para empresas, jurídicos e consumidores
Para as empresas, dólar e juros menores aliviam o custo de importados, insumos e crédito, mas chegam à prateleira com atraso.
