A Cargill, uma das maiores empresas agrícolas do mundo, registrou lucro líquido de US$ 927 milhões no primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, encerrado em 31 de agosto, uma queda de 52% em relação aos US$ 1,94 bilhão registrados no mesmo período do ano anterior. Os dados foram obtidos pela Bloomberg a partir das demonstrações financeiras da companhia.
O resultado foi pressionado principalmente pelo custo elevado do gado nos Estados Unidos e por perdas com a marcação a mercado de posições em cacau. Em contrapartida, a Cargill teve desempenho mais forte nos negócios de soja e canola, beneficiados por margens recordes em meio ao aumento das metas americanas para mistura de biocombustíveis.
A comparação com o primeiro trimestre do ano anterior, porém, precisa ser feita com cautela. O lucro de US$ 1,94 bilhão registrado naquele período foi inflado por um ganho fiscal extraordinário de US$ 455 milhões relacionado à legislação tributária aprovada durante o governo de Donald Trump.
Na operação de proteínas, a Cargill enfrenta um dos ambientes mais difíceis dos últimos anos nos Estados Unidos. O rebanho bovino americano está no menor nível em cinco décadas, o que elevou o preço dos animais e aumentou o custo das indústrias frigoríficas.
A Cargill está entre as quatro maiores processadoras de carne bovina dos EUA, grupo que responde por mais de dois terços da capacidade de processamento do país.
