Uma técnica de laboratório do Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk, na Sibéria, morreu de pneumonia de origem ainda não determinada, o que levou as autoridades russas a colocar dezenas de pessoas em quarentena e a fazer com que a chefe do órgão regulador de saúde do país se deslocasse à região, informou a Reuters.
A funcionária foi identificada pela imprensa local como Darya Shipilova, de 28 anos. Ela trabalhava no instituto, dedicado ao estudo da peste e de outras doenças infecciosas, e faleceu no hospital da cidade de Shelekhov. Relatos sobre o modo e o local em que adoeceu são contraditórios. Nas redes sociais circularam rumores de que teria derrubado um tubo de ensaio com bactérias vivas, mas o próprio instituto não encontrou evidências de acidente no manuseio de patógenos, segundo a agência.
A morte gerou preocupação pública, embora as autoridades tenham afirmado, nesta segunda-feira (5), que a situação está sob controle. De acordo com a Reuters, a Organização Mundial da Saúde avaliou que, com base nas informações disponíveis, o risco para a população em geral parece baixo e disse que fará novas avaliações à medida que surgirem mais dados.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o episódio como um “grande problema para a Rússia” e ofereceu ajuda. “Vamos ajudar. Para quem tiver esse tipo de problema, estamos sempre dispostos a ajudar”, declarou.
