Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, disse ser difícil fazer uma leitura clara sobre as ideias de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para a economia. O presidente e o senador disputam o 2º turno da eleição para o Planalto.
Em entrevista à jornalista Jenne Andrade, do jornal O Estado de São Paulo, publicada na 2ª feira (5.out.2026), Meirelles afirmou que a “agenda econômica divulgada dos 2 candidatos é muito fraca”.
Meirelles afirmou que o Brasil “está numa situação de estabilidade no baixo crescimento” e com “inflação ligeiramente acima da meta”. Ele mencionou um “excesso de gastos públicos por parte do governo federal”, em especial com programas sociais.
Diante desse cenário, o ex-ministro disse que a prioridade do próximo governo deve ser o controle de gastos.
“Vou dar um exemplo: nós estávamos com inflação alta, juros elevados, nível de investimentos e confiança das empresas muito baixos. A partir de 2010, tivemos queda da produtividade, do nível de investimento e da produção, até chegarmos a uma grande recessão em 2015 e 2016”, declarou.
Questionado sobre qual dos 2 candidatos à Presidência tem propostas que mais se aproximam do que ele considera ser necessário para o Brasil, Meirelles respondeu: “É difícil dizer isso porque a agenda econômica divulgada dos 2 candidatos é muito fraca. Não dá muito para se chegar à conclusão do que, de fato, cada candidato vai fazer”.
