Com grandes bancos mais restritivos na concessão de recursos ao agronegócio e exigências maiores por garantias, pecuaristas estão recorrendo ao crédito privado para financiar a compra de animais, ampliar a escala de produção e acelerar o giro do capital dentro da fazenda. Nesse modelo, o próprio gado colocado no confinamento pode ser utilizado como garantia da operação, sem a necessidade de oferecer a terra ou outros ativos imobiliários.
Depois de um período marcado pelo elevado abate de fêmeas, o mercado começa a entrar em uma fase de retenção de matrizes, com perspectiva de redução da oferta futura de animais. Ao mesmo tempo, a demanda pela carne bovina brasileira permanece relevante nos mercados interno e internacional.
Para Henrique Schardong, diretor comercial da Plantae Agrocrédito, a mudança no perfil da pecuária revelou uma lacuna no sistema financeiro. Segundo ele, enquanto o confinamento e o boitel ganharam espaço como ferramentas de intensificação da produção, o crédito tradicional continuou muito concentrado em operações que exigem garantias reais, principalmente terras.
“Cada vez mais o boitel está crescendo, o confinamento dentro da pecuária brasileira. E, consequentemente, o mercado financeiro não estava se adaptando a isso”, afirmou Schardong.
A partir dessa percepção, a Plantae estruturou uma modalidade em que o próprio animal funciona como garantia do financiamento.
