Nas últimas semanas, o torcedor argentino tentou não pensar no tema, mas não é possível adiar o inadiável. Em algum momento, Lionel Messi se aposentaria da seleção, e esse dia chegou.
A despedida do camisa 10, campeão do mundo e maior artilheiro da Albiceleste na história, acontece nesta terça-feira (6), no amistoso contra Benin. A partida será disputada no Monumental de Nuñez, às 20h (de Brasília).
Messi anunciou sua aposentadoria da equipe nacional após o vice-campeonato no Mundial deste ano, para a Espanha. Aos 39 anos, decidiu colocar fim a uma carreira de duas décadas com a camisa da Argentina.
Uma trajetória que iniciou cerca de grande expectativa, foi conflituosa e teve um quase adeus melancólico em 2016, mas que terminou no mais alto nível com as glórias recentes, a mais marcante delas no Catar, há quatro anos.
Porém, uma pergunta importante já pairava no ar antes mesmo do anúncio do astro, enquanto a Argentina avançava de fase na última Copa do Mundo: o que será da seleção pós-Lionel Messi?
“A mesma pergunta nós fizemos com Maradona”, diz o jornalista Ezequiel Fernández Moores, colunista do La Nación, à CNN Brasil.
Diego nos deixou e apareceu Messi. E agora pensamos em como será sem Messi, mas não sabemos. O futebol argentino é uma fábrica de craques, e é verdade que esse tipo de craque surge em períodos muito espaçados, mas surgiram dois seguidos. É tão incomum, tão insólito, que não sei o que dizer.
