Por trás dos resultados cinco estrelas em crash-test de carros existe um mineral extraído no Brasil que é pouco conhecido. Trata-se do nióbio, que já faz parte da indústria automotiva há anos, embora passe despercebido para quem compra um carro. O elemento é adicionado em pequenas quantidades a diferentes tipos de aço e está presente em componentes como estrutura da carroceria, chassi, rodas, bancos, portas e capôs. Mais recentemente, também passou a ser empregado em estruturas de proteção de baterias de veículos eletrificados.
A principal aplicação está nos chamados aços de alta e ultra resistência, utilizados principalmente no Body in White (BIW), conjunto estrutural da carroceria antes da instalação de portas, vidros, acabamento e demais componentes. Essa estrutura tem papel importante tanto na rigidez do veículo quanto na maneira como a carroceria administra a energia em uma colisão.
E um outro fator interessante desse assunto é que o Brasil lidera a produção do nióbio, com as maiores minas em Araxá (MG). Segundo Caio Pisano, gerente sênior de Desenvolvimento Técnico de Mercado da CBMM, a presença do nióbio não é algo que o motorista consiga identificar visualmente. Os efeitos aparecem no comportamento estrutural do veículo.
“Em uma colisão, a melhoria das propriedades do aço com a tecnologia do nióbio contribui para uma melhor distribuição da energia gerada durante o impacto.
