Deputados de 20 partidos diferentes foram eleitos para a Câmara nas eleições de 2026. É a menor variedade de siglas com representantes eleitos desde 2002.
Há 4 anos, nas eleições de 2022, foram 23 os partidos que conseguiram eleger ao menos 1 deputado federal. Em 2018, foram 30, maior número desde 1986.
A redução mantém o movimento de diminuição da fragmentação partidária observado desde 2018. Nas últimas décadas, o Brasil passou por uma expansão do número de partidos com representação na Câmara. Eram 12 em 1986. Depois de oscilações e da criação de novas legendas, o total chegou ao pico de 30 em 2018. Desde aquele ano, o número recuou.
Duas mudanças nas regras eleitorais contribuíram para restringir a fragmentação partidária: o fim das coligações nas eleições proporcionais e a adoção progressiva da cláusula de desempenho.
FIM DAS COLIGAÇÕES
As eleições de 2022 foram as primeiras em que os partidos não puderam formar coligações para a disputa de vagas de deputado federal e estadual. Entretanto, as siglas tiveram a permissão de integrar federações partidárias, que têm atuação conjunta por pelo menos 4 anos. Nesse modelo, os votos das legendas que integram o grupo são somados para o cálculo das vagas.
Antes, partidos podiam se unir apenas para disputar a eleição de deputados e somar seus votos no cálculo das cadeiras.
