Há 4 anos não foi Luiz Inácio Lula da Silva quem venceu. Foi Jair Bolsonaro quem perdeu. Agora, em 2026, não foi Flávio Bolsonaro quem ficou à frente no 1º turno da disputa presidencial. Foi Lula quem ficou atrás.
A eleição de 2026 foi, até agora, a eleição de 2022 de forma invertida.
Em 2022, uma parcela dos eleitores não aguentava mais Jair Bolsonaro no Planalto. Era muita confusão. Muita declaração controversa a troco de nada.
Agora, em 2026, um grupo de brasileiros parece também estar enfastiado de Lula e sem paciência com o petista.
O presidente da República subestimou a fadiga de material da sua imagem pessoal. Ele faz 81 anos em 27 de outubro. Desconsiderou a força emergente do antipetismo na sociedade. Não entendeu o “Zeitgeist” (o espírito do tempo). Há no Brasil e no mundo uma parcela crescente de pessoas que parecem enfezadas com políticos de esquerda e sociais-democratas. Há um sentimento difuso que rejeita a ideia de que o Estado deva ser o nhonhô provedor de tudo em troca de cobrar impostos a torto e a direito. Todos esses fatores são o substrato do resultado das disputas do 1º turno das eleições no Brasil em 2026.
