Entre 1949 e 1982, mais de 200 mil barris com lixo radioativo foram despejados no Oceano Atlântico. As investigações identificaram 3.355 barris e radionuclídeos como cobalto-60, nióbio-94, césio-137 e amerício-241 em contato com a vida marinha.
A pesquisa faz parte do projeto NODSSUM, liderado pelo Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS). Uma primeira missão, realizada em junho de 2025, identificou e mapeou os barris no local onde foram despejados. Em maio de 2026, os pesquisadores retornaram à região para aprofundar a análise.
Para quem tem pressa:
Mais de 200 mil barris com resíduos radioativos foram despejados no Atlântico entre 1949 e 1982, e missões recentes encontraram recipientes corroídos e degradados, com material vazando no fundo do oceano;
Pesquisadores identificaram radionuclídeos como cobalto-60, nióbio-94, césio-137 e amerício-241, embora os níveis de atividade radioativa medidos não tenham sido altos o suficiente para representar grandes problemas de proteção radiológica aos cientistas;
A equipe agora investiga como os radionuclídeos se distribuem no ambiente e se o material liberado pode chegar aos organismos marinhos que colonizaram os barris.
Os barris estavam em condições diferentes
Os pesquisadores encontraram recipientes em diferentes condições. Alguns apresentavam forte deterioração, enquanto outros já haviam “vazado” no fundo do oceano.
Durante as medições, os cientistas detectaram radionuclídeos nos resíduos.
