A direita chega ao segundo turno das eleições com otimismo. As urnas garantiram a Flávio Bolsonaro (PL) mais do que uma vaga na disputa final, deram à direita a sensação de que o Palácio do Planalto está ao alcance. No entanto, como destacou a analista de política da CNN Julliana Lopes, durante O Grande Debate - Eleições, sensação não garante vitória.
O desafio central de Flávio é convencer aquele eleitor que rejeita Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas que também não deseja uma repetição da gestão anterior associada ao sobrenome Bolsonaro. O mesmo nome que uniu a direita pode, paradoxalmente, afastar parte do eleitorado que o candidato precisa conquistar.
PT enfrenta afastamento de parte do eleitorado
Na outra ponta do espectro político, as urnas representaram um verdadeiro chacoalhão para Lula. Parte do eleitorado se afastou do PT (Partido dos Trabalhadores) e demonstrou maior abertura a candidatos conservadores.
Segundo a análise de Julliana Lopes, mudar o tom e a estratégia pode não ser suficiente: o PT precisa entender se ainda sabe dialogar com quem deixou de se identificar com o partido.
Lula admitiu publicamente ter ficado decepcionado com o resultado do primeiro turno. “Você pensa que eu não fiquei decepcionado? Toda eleição eu fico decepcionado, porque tudo o que eu quero é no primeiro turno”, declarou.
