O Grupo Globo quer criar um novo veículo de comunicação voltado ao público conservador e à direita liberal. Ainda em fase de avaliação, o projeto pode resultar em uma revista ou jornal digital.
Conforme apurou Oeste, executivos ligados ao grupo procuraram ex-publishers com experiência em publicações identificadas com a direita no Brasil. A ideia, contudo, é manter distância do bolsonarismo.
A Globo ainda definirá se o novo veículo terá uma marca própria ou se será incorporado a uma de suas empresas de mídia. A estrutura do projeto, o número de integrantes e a data de lançamento permanecem em sigilo.
Essa movimentação ocorre num momento em que a direita voltou a ocupar espaço na política nacional. Nas eleições deste ano, por exemplo, os conservadores ampliaram a presença no Senado. O Partido Liberal (PL) elegeu 19 senadores e terá 28 das 81 cadeiras a partir de 2027, a maior bancada da Casa. O Novo conseguiu três vagas. Além disso, Flávio Bolsonaro (PL) saiu na frente de Luiz Inácio Lula na Silva no primeiro turno das eleições presidenciais.
Para a Globo, a discussão sobre um novo produto também coincide com uma reorganização interna iniciada antes da eleição. Uma das mudanças mais visíveis ocorreu na GloboNews. Em agosto de 2025, o canal demitiu Daniela Lima e Mauro Paulino e encerrou a participação de Eliane Cantanhêde. Na ocasião, a Globo afirmou que as saídas faziam parte de um “movimento permanente de renovação do quadro do canal”.
