O crescimento da bancada do PL (Partido Liberal) e de senadores alinhados à direita nas eleições gerou um clima de preocupação e apreensão nos bastidores do STF (Supremo Tribunal Federal).
Segundo a apuração da analista de Política da CNN Jussara Soares ao CNN Prime Time, a reação dos ministros ainda é muito discreta, mas a realidade do novo Congresso que saiu das urnas tornou evidente que será muito difícil conter a tramitação de um pedido de impeachment a partir de 2027.
Diante disso, os ministros têm adotado cautela em suas avaliações, aguardando o desfecho da eleição presidencial. “Já há um grupo dentro do Supremo Tribunal Federal que defende buscar um diálogo com uma ala dentro do bolsonarismo”, afirmou Jussara.
A análise indica que há uma linha de corte nesse eventual diálogo: a permanência de Alexandre de Moraes seria algo que o novo Congresso e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), caso eleito, não estariam dispostos a negociar.
Flávio Dino também passou a integrar a lista de alvos do bolsonarismo mais recentemente. Interlocutores de Flávio Bolsonaro teriam sinalizado que ele não deseja conduzir um governo de enfrentamento como o de seu pai.
Jussara Soares relatou que o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho (PL), procurou o decano da Corte, Gilmar Mendes, e também o ministro Cristiano Zanin, enviando recados sobre a disposição ao diálogo.
