O avanço da direita nas urnas colocou em dúvida a estratégia da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de fazer do fim da escala 6×1 sua principal bandeira para o segundo turno das eleições.
De acordo com a apuração da âncora da CNN Tainá Falcão, no CNN Bastidores, a pauta que havia sido amplamente comemorada pelos governistas, perdeu parte de seu impacto diante do resultado inesperado do primeiro turno.
Antes da votação, a avaliação no entorno de Lula era de que a proposta poderia ajudá-lo a recuperar terreno entre os trabalhadores, especialmente nas faixas de menor renda, ampliando sua vantagem sobre os adversários.
O tema chegou a ser um dos principais pontos explorados por Lula em seu último ato de campanha antes do primeiro turno, realizado em São Paulo.
O desempenho da direita no Senado e a posição de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno foram descritos como um “balde de água fria” entre os apoiadores do governo.
O cenário gerou um receio generalizado de que a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre a escala 6×1 pudesse resultar em derrota, em placar muito apertado, ou até mesmo não ocorrer durante o intervalo entre os dois turnos, trazendo mais embaraço à campanha.
Aliados de Lula passaram a pedir ajustes no discurso do presidente, solicitando que ele evite falar apenas sobre realizações do passado e comece a projetar propostas para o futuro.
