04/06/25 - Senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e o deputado Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, durante abertura do BRICS Parliamentary Forum no Senado Federal.
Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo
Com o avanço da direita na composição do Congresso Nacional, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), devem ter maior dificuldade em outra eleição, prevista para fevereiro de 2027: a escolha de quem comandará as duas Casas pelos próximos dois anos. Ambos buscam a reeleição nas presidências das respectivas Casas.
Tanto Motta quanto Alcolumbre se reaproximaram do presidente Lula nos últimos meses. O presidente da Câmara de forma mais explícita, pedindo votos para a reeleição do petista.
Na conta de Motta, estava a tentativa de eleger seu pai, Nabor Wanderley (Republicanos-PB), como senador pela Paraíba - estado em que Lula, historicamente, é mais forte. Wanderley não foi eleito.
Nabor Wanderley (Republicanos), pai de Motta, foi derrotado na disputa pelo Senado
Reprodução/TV Cabo Branco
Interlocutores de Alcolumbre afirmam que ele também tem dado apoio a Lula, "mas dentro da função institucional", e que ambos "estão bem próximos".
Até agora, contudo, o presidente do Senado não declarou apoio explícito à eleição de Lula e integrantes da federação União Brasil-PP pressionam para que o grupo declare voto em Flávio Bolsonaro.
Avanço da direita no Congresso desafia Alcolumbre e Motta nas presidências da Câmara e do Senado em 2027
