Depois de ficar atrás de Flávio Bolsonaro (PL) no 1º turno da eleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reconheceu, nesta 2ª feira (5.out.2026), que a crise no Supremo Tribunal Federal pesa contra sua campanha no 2º turno.
Em reunião emergencial com aliados em Brasília, o petista defendeu uma nova reforma do Judiciário e propôs que a sociedade debata os critérios de escolha dos ministros da Suprema Corte. Lula terminou o 1º turno, disputado no domingo (4.out), na 2ª posição. Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista.
O presidente atribuiu o desgaste ao que chamou de “promiscuidade instalada” no STF. “Estamos carregando nas costas, sabe, uma coisa muito grave, que é a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte brasileira”, afirmou.
Lula voltou a defender uma reforma no Judiciário. Segundo o presidente, a 1ª realizada pelo ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos e pelo ministro Nelson Jobim, então presidente do Supremo, “não deu o resultado” esperado “porque o corporativismo tomou conta dos conselhos”.
Para o petista, a nova reforma deve colocar a sociedade no centro e abrir o debate sobre como os ministros da Corte devem ser indicados.
“Precisamos definir qual é o papel da sociedade nessa reforma. Nós precisamos definir concretamente como é que a gente vai escolher um ministro da Suprema Corte”, declarou Lula.
O presidente encerrou sua fala destacando o que classificou como um momento de desconfiança institucional.
