As eleições de Sergio Moro (PL) e Cleitinho Azevedo (Republicanos) para os governos do Paraná e de Minas Gerais, respectivamente, no último domingo (4) provocará duas mudanças no Senado a partir de 2027.
As cadeiras serão ocupadas por Luis Felipe Cunha (União-PR) e Alex Diniz (PL-MG), primeiros suplentes das chapas vencedoras em 2022.
Moro e Cleitinho deverão renunciar aos mandatos de senador antes de tomar posse como governadores em janeiro de 2027.
Pelas regras eleitorais, cada candidato ao Senado concorre em uma chapa formada também por dois suplentes. Em caso de renúncia definitiva do titular, o primeiro suplente é convocado e passa a exercer as mesmas atribuições e prerrogativas dos demais senadores.
Luis Felipe Cunha, 47 anos, é advogado, empresário e aliado de longa data de Sergio Moro. Nascido em São Paulo, vive em Curitiba desde 1994. É formado em Direito pela PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), onde também concluiu mestrado em Direito Econômico e Social.
Cunha foi professor universitário, integrou durante nove anos o Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-PR (Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná) e é sócio do escritório Vosgerau & Cunha Advogados Associados. Ele nunca exerceu mandato eletivo.
Amigo de Moro, o advogado coordenou o projeto eleitoral do ex-juiz em 2022. Ele também passou a atuar na articulação política do então senador no estado. O segundo suplente da chapa é o empresário Ricardo Guerra.
