Aos 23 anos e eleita com mais de 1,9 milhão de votos, Eduarda Campopiano (PL-SP) prometeu levar para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) a agenda que marcou sua campanha, com ênfase no fortalecimento das forças policiais e no enfrentamento a pautas da esquerda.
Eduarda relacionou o resultado nas urnas a uma mudança na participação política de sua geração. “A juventude de direita conservadora era uma maioria silenciosa, enquanto a militância de extrema-esquerda é uma minoria, mas que sabe fazer muito barulho”, afirmou em entrevista ao Oeste sem Filtro desta segunda-feira, 5.
Como exemplos dessa mobilização, citou o desempenho de outros jovens nas urnas, entre eles Lucas Pavanato (PL-SP), eleito deputado federal por São Paulo, e de Júlia de Castro (PL-RJ), eleita para a Câmara pelo Rio. “Quando o Brasil chega nesse ponto, se a maioria continua silenciosa, se torna omissa”, considerou. “A gente não quer mais ser omisso.”
Eduarda Campopiano é vereadora em Praia Grande (SP)
A chegada à Alesp ocorre dois anos depois de Eduarda ter sido eleita vereadora de Praia Grande, no litoral paulista, aos 21 anos. No cargo, ela destinou emendas impositivas à saúde e obteve recursos federais para armamentos destinados às forças de segurança.
A mobilização identificada nas urnas, contudo, não se restringe às instituições políticas. Eduarda afirmou receber relatos sobre a formação de grupos de jovens de direita dentro de universidades, inclusive na Universidade de São Paulo (USP).
