A escalada de medidas protecionistas, as tensões geopolíticas e a disrupção de rotas logísticas criaram um cenário de períodos de alta demanda mais frequentes desde maio deste ano, avalia a DHL Global Forwarding na América Latina.
Em entrevista exclusiva à CNN Infra, o CEO da companhia para o Brasil, Eric Brenner, e o presidente executivo para a América Latina, Erik Meade, afirmam que a reconfiguração do cenário global fez com que o ano de 2026 quebrasse as tendências sazonais do setor, multiplicasse os períodos de alta demanda e se tornasse um marco para uma nova lógica de planejamento no frete internacional.
“Antigamente, tínhamos uma alta temporada depois do ano novo chinês ou antes da semana de Black Friday… Hoje, temos várias altas temporadas durante o ano”, explica Brenner.
“As disrupções que temos na cadeia logística, impactos geopolíticos que causam uma demanda diferente, que causa rotas diferentes onde os navios têm que ir, onde também tem essa flutuação de tarifas enormes”, completa.
Meade explica que, com os impactos do conflito no Oriente Médio, as companhias que dependem do frete internacional mudaram de postura. “Isso tem muito a ver com o que aconteceu no início do ano, no Oriente Médio, com aquela erupção dos mercados. Muitas companhias estão voltando a construir inventários. Estão fazendo, talvez, um acoplamento de inventários. E outras tentaram muito não ser afetadas pelos aumentos da gasolina”, aponta.
