O Exército dos Estados Unidos está testando tecnologia antidrones na região da fronteira com o México, em uma tentativa de aprimorar suas defesas contra a crescente ameaça do uso de drones por cartéis e reproduzir a rápida inovação no campo de batalha observada na guerra da Ucrânia contra a Rússia.
No Falcon Peak, um exercício do Comando Norte dos EUA realizado na semana passada no Arizona, soldados acompanharam demonstrações de empresas de defesa que apresentaram radares, drones interceptadores, sistemas autônomos de armas e outras tecnologias desenvolvidas para detectar, rastrear e destruir pequenas aeronaves não tripuladas.
Oficiais do Exército disseram que os drones que atravessam a fronteira sul são normalmente equipamentos vendidos comercialmente e usados por criminosos para vigilância relacionada a operações de tráfico de drogas e de pessoas.
O general de brigada Brian Filler, vice-comandante de operações da Força-Tarefa Conjunta da Fronteira Sul, disse a repórteres que os militares detectaram 378 incursões de drones nos 30 dias anteriores e que a tendência estava aumentando.
“Estamos vendo, em grande parte, drones comerciais disponíveis no mercado”, disse Filler, acrescentando que a maioria carrega câmeras de vigilância e costuma ser observada ao lado de movimentações através da fronteira.
