Os partidos mais alinhados à direita conquistaram 276 cadeiras na Câmara nas eleições de domingo (4.out.2026). O resultado representa uma estabilidade na composição da Casa em comparação com o pleito de 2022, quando as legendas desse espectro político haviam eleito 275 deputados federais.
Por outro lado, as siglas de esquerda somaram 124 assentos na Casa, contra 125 deputados eleitos há 4 anos. Já os partidos de centro obtiveram 113 cadeiras nestas eleições, ante também 113 conquistadas na eleição anterior.
O PL, representado por Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais, teve de longe a maior bancada do Congresso. Alcançou 121 deputados eleitos nas eleições de 2026, ante 99 em 2022 (alta de 22,22%).
Apesar do número expressivo de deputados, a direita (se vencer as eleições presidenciais em 25 de outubro) precisará também articular com deputados do centro para governar.
O PT, de Luiz Inácio Lula da Silva, foi a 2ª sigla que mais elegeu deputados: 70 agora ante 68 no pleito anterior.
Tirando o PL, as outras legendas mais à direita (como União Brasil, Republicanos, Podemos, PSDB, PRD e Novo) terão 155 cadeiras. A Câmara é composta por 513 deputados federais, cujos eleitos tomarão posse em 1º de fevereiro de 2027 para a nova legislatura.
