Girassóis costumam ser associados a campos amarelos e ornamentação, mas a planta também já assumiu uma função bem menos conhecida. Após o desastre nuclear de Chernobyl, ocorrido em 1986, girassóis foram usados em testes para retirar material radioativo de água contaminada nas proximidades do reator.
A experiência explorava uma capacidade natural das plantas. Ao absorver água e nutrientes, as raízes também podem captar ou reter determinados elementos presentes no ambiente. No caso de Chernobyl, o interesse estava principalmente em radionuclídeos como césio-137 e estrôncio-90, liberados após o acidente nuclear.
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Documentos da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, a EPA, registram um teste de pequena escala realizado em um lago próximo ao reator. Girassóis foram cultivados em estruturas flutuantes, mantendo as raízes em contato com a água contaminada.
O segredo está no contato das raízes com a água
A estratégia faz parte da fitorremediação, que utiliza plantas para remover ou reduzir contaminantes no ambiente. Quando esse processo ocorre pelas raízes em contato com a água, recebe o nome de rizofiltração.
Foi o princípio usado perto de Chernobyl. Os girassóis foram mantidos em estruturas flutuantes, com as raízes diretamente na água contaminada.
