Vinte partidos elegeram deputados federais nas eleições de 2026, o menor número registrado desde 2002, quando 19 siglas conquistaram cadeiras na Câmara dos Deputados. A nova composição representa uma redução significativa da fragmentação partidária na Casa, que chegou a abrigar 30 partidos em 2018.
A analista de Política da CNN Julliana Lopes destacou, durante o Hora H, que a cláusula de barreira teve papel central nesse processo, ao aumentar a pressão sobre os partidos menores para que preservem recursos e estrutura.
Segundo ela, a tendência aponta para uma Câmara com menos partidos, porém com coligações e federações cada vez maiores e mais influentes.
Entre as siglas que conseguiram atingir a cláusula de barreira estão MDB, PSB, Podemos, Republicanos, além da federação que tem o PT em sua composição. O PSDB formou composição com o Cidadania, enquanto o União Brasil se uniu ao PP, formando uma mega bancada descrita como muito forte no Congresso Nacional.
O PL, por sua vez, chegou a 121 deputados, um número que pode ainda aumentar, sendo apontado como a maior bancada de um único partido desde 1990.
Por outro lado, partidos como o PSOL não conseguiram superar a cláusula de barreira. Julliana Lopes mencionou que o PSOL tentou se juntar à coligação do PT, mas a articulação não prosperou. O partido ficou de fora por uma margem estreita: 183 votos no Espírito Santo foram suficientes para impedir sua aprovação.
