Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) estão desenvolvendo novos instrumentos para satélites com o objetivo de analisar detalhadamente a Anomalia Magnética do Atlântico Sul (SAMA, na sigla em inglês).
Trata-se de uma imensa região que apresenta um enfraquecimento acentuado no escudo magnético terrestre sobre o Brasil, outros países da América do Sul, o Oceano Atlântico e o sul do continente africano.
O que você vai ler aqui:
Brasileiros desenvolvem sensores para estudar a Anomalia Magnética do Atlântico Sul;
Essa região apresenta enfraquecimento do campo magnético terrestre;
O fenômeno aumenta exposição de satélites à radiação espacial;
Cientistas do INPE criam instrumentos para medir partículas energéticas;
Dados ajudarão a monitorar e proteger equipamentos espaciais.
O papel do campo magnético na atmosfera da Terra
O campo magnético atua como uma barreira de proteção fundamental para a Terra contra o fluxo contínuo de partículas vindas do Sol. De acordo com Gelvam André Hartmann, professor do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), “ele forma, juntamente com a atmosfera, a magnetosfera, que funciona como uma espécie de escudo, desviando grande parte dessas partículas e reduzindo sua interação direta com a atmosfera”.
Em entrevista ao Olhar Digital, o especialista, doutor em geofísica, ressaltou a relevância dessa proteção para a estabilidade ambiental de longo prazo.
