Uma ala do 1º escalão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já trabalha com a chance de derrota eleitoral para o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. A avaliação é de que há dificuldades para obter os milhões de votos necessários para uma virada, sem precedentes em eleições presidenciais na redemocratização.
Antes mesmo da confirmação do 2º turno, a equipe de campanha do presidente Lula já mirava os eleitores que se ausentaram na votação de 1º turno. No Nordeste, reduto eleitoral do petismo, a taxa de abstenção foi de 18,36% -menor que a média nacional, de 21,08%. O percentual de 2026 é o maior desde 1998. Foram 33.469.244 faltantes nas eleições deste ano.
No entorno da campanha, há resignação sobre ser muito difícil buscar votos de candidatos de direita, como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), mesmo com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, tendo sinalizado na 6ª feira (2.out) que buscava conversar com a direita “democrática”.
Outros nomes avaliam que a eleição no 2º turno zera e que ainda há de onde obter os votos necessários. Ao mesmo tempo, não afastam a chance de Flávio ampliar a votação.
Depois da apuração das urnas, Edinho minimizou a vantagem de Flávio sobre Lula: “Só 2%”. O presidente do PT reforçou que a sigla buscará lideranças de outros partidos dispostas a apoiar Lula.
“Vamos conversar com todas as lideranças que queiram construir um Brasil que não se entregue às milícias e que queira discutir futuro”, declarou.
