A Câmara dos Deputados terá 109 deputadas a partir do ano que vem. O número de mulheres é o maior da história do Congresso. A bancada feminina ocupará 21% da Casa Baixa a partir de 1º fevereiro de 2027, quando começará a nova legislatura do Congresso Nacional.
Os dados foram consolidados após a finalização da apuração das urnas nesta segunda (5). Na largada do pleito, o TSE registrou 7.188 candidatas em todo o país. A quantidade de eleitas foi aumentando gradualmente desde 2003. Naquele ano, 42 mulheres tomaram posse na Casa Baixa. Esse número aumentou para 45 em 2006 e 2010. Quatro anos depois 51 mulheres se tornaram deputadas e em 2018 esse número subiu para 77. O último recorde havia sido em 2022, quando 90 deputadas compuseram a bancada feminina da Câmara.
O estado que elegeu proporcionalmente mais mulheres foi o Mato Grosso do Sul, com metade dos congressistas eleitos (4). Em números absolutos, São Paulo foi quem mais contribuiu com a bancada feminina, com 16 deputadas.
PT - 25 deputadas
PL - 22 deputadas
PSOL - 8 deputadas
União - 8 deputadas
PCdoB - 7 deputadas
Podemos - 7 deputadas
PP - 6 deputadas
PSB - 5 deputadas
MDB - 5 deputadas
Republicanos - 5 deputadas
PSD - 5 deputadas
PV - 2 deputadas
Novo - 2 deputadas
PRD - 1 deputada
PSDB - 1 deputada
A deputada que mais recebeu votos foi Érika Hilton (PSOL-SP), com 1,5 milhão de apoiadores. Sâmia Bomfim (PSOL-SP) foi a segunda, com 583.107 votos, e Julia Zanatta (PL-SC), com 560.223 votos.
