Cuba e EUA mantêm “canais de comunicação”, mas não estão atualmente engajados em negociações formais, disse à Reuters a principal diplomata de Havana em Washington, enquanto o governo Trump promove uma campanha de pressão contra a ilha.
Em entrevista nesta segunda-feira (5), Lianys Torres Rivera, encarregada de negócios da embaixada em Washington, afirmou que Cuba permanece aberta a um diálogo “respeitoso”, mas “não é ingênua” em relação às ameaças do presidente Donald Trump e intensificou os preparativos para se defender caso ocorra alguma ação militar dos EUA.
Os contatos diplomáticos mais recentes entre EUA e Cuba envolveram reuniões, bem como telefonemas e mensagens via WhatsApp, mas os dois lados não avançaram em direção a uma agenda de negociações ou à retomada de conversas oficiais, disse ela.
“O que temos com os EUA são canais de comunicação”, disse Torres Rivera. Ela não quis fornecer detalhes sobre datas, temas ou participantes.
A descrição que ela fez das comunicações parece divergir da afirmação feita por Trump nas Nações Unidas, no mês passado, de que o secretário de Estado Marco Rubio estava “profundamente envolvido em negociações” com Havana. Trump também classificou Cuba como um “Estado falido” e previu a queda de seu governo. A delegação cubana retirou-se do recinto em protesto.
Trump declarou abertamente que seu objetivo é mudar fundamentalmente o governo de Cuba.
