O Bitcoin operou em alta nesta segunda-feira (5) seguindo as perspectivas de um Fed (Federal Reserve) menos rígido do que vinha sendo antecipado. O payroll divulgado na última sexta-feira contribuiu para esta visão, que reforça a perspectiva de que a autoridade não deverá elevar juros em sua próxima reunião, que ocorre neste mês.
Além disso, as projeções de avanço da dívida nas principais economias do mundo corroboram parte das teses que dão força à criptomoeda.
Por volta das 16h (em Brasília), o Bitcoin operava em alta de 0,25%, a US$ 85.581,61, enquanto o Ethereum avançava 0,25%, a US$ 2.708,85, de acordo com a plataforma Binance.
“A oferta de moeda combinada de Estados Unidos e China chegou a aproximadamente US$ 76,4 trilhões em agosto, aumento de US$ 7,9 trilhões em apenas um ano. Desse total, cerca de US$ 53,1 trilhões vêm da China e US$ 23,3 trilhões dos EUA, ambos em máximas históricas”, aponta Pedro Fontes, analista de research do Mercado Bitcoin. Esse cenário ajuda a fortalecer a tese de ativos escassos como o bitcoin, avalia.
“Além do alívio de curto prazo, propostas de estímulo fiscal e a expansão acelerada da oferta de moeda reforçam uma narrativa importante para o bitcoin: em um mundo com mais liquidez, ativos com oferta limitada tendem a ganhar atenção”, pontua.
Enquanto isso, a MicroStrategy comprou 334 bitcoins por US$ 28,7 milhões.
