No esporte, fair play é um conceito abstrato, mas universalmente compreendido, de que ambos os adversários devem fazer o possível para que as condições de ambos de vencer sejam justas, ainda que isso implique em perder uma possibilidade imediata de vantagem. Quando um jogador se machuca e o adversário chuta a bola para fora no futebol para que ele possa ser atendido, isso é fair play.
Na literatura policial, também existe um conceito próprio de fair play. Nessas histórias, em que geralmente ocorre um crime e os personagens precisam descobrir o culpado, o leitor também se envolve na trama, tentando decifrar as pistas e chegar ele mesmo a uma explicação antes que esta lhe seja apresentada no fim do livro.
O fair play consiste em o autor da obra apresentar, ao longo da trama, todos os elementos necessários para que o leitor consiga resolver o mistério sozinho. Em teoria, basta que o leitor tenha um raciocínio afiado para conectar os pontos e entender o que aconteceu. Ele não precisa entregar a solução de bandeja, pelo contrário: uma boa história policial deve dificultar a descoberta. Mas o leitor deve ter tido, pelo menos teoricamente, informação suficiente para conectar os pontos e chegar à solução.
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O oposto disso é o também conhecido conceito de “deus ex machina”, quando o mistério é resolvido por fatores que não existiam antes na equação.
