O resultado do 1º turno das eleições entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou uma forte reação nos ativos brasileiros na abertura dos negócios. O Ibovespa bateu seu recorde com 209,6 mil pontos enquanto o dólar e as taxas dos títulos prefixados e dos juros futuros recuaram.
Apesar dessa primeira reação de euforia, analistas apontam a necessidade de cautela aos investidores.
Para Marilia Fontes, apresentadora do Resenha do Dinheiro, o resultado do 1º turno foi diferente do que pesquisas e parte do mercado esperavam. Além de uma reação também de empresas menores e ligadas à economia doméstica, diante da perspectiva de queda dos juros.
Mercado precifica cenário econômico
A alta da bolsa não deve ser interpretada simplesmente como uma preferência do mercado por um candidato em relação a outro, avalia Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb.
Segundo ele, os investidores reagem principalmente às perspectivas econômicas associadas às propostas dos candidatos.
“Entre os fatores considerados estão uma política fiscal mais firme, com controle dos gastos públicos, a possibilidade de redução dos juros, apoio ao empreendedorismo e maior segurança jurídica”, analisa Pascowitch.
Segundo Bernardo, a valorização dos ativos ocorre porque o mercado tenta antecipar os efeitos de determinadas políticas sobre os resultados das empresas e trazê-los para o valor presente.
Porém, a reação não ficou restrita somente à bolsa brasileira.
