Físicos colidiram núcleos de ouro em altíssima velocidade e detectaram um padrão inesperado nas partículas liberadas pelo impacto. O achado traz pistas sobre como a matéria primordial gerada logo após o Big Bang esfriou até formar os prótons e nêutrons que constituem a matéria do universo hoje.
A anomalia pode indicar o chamado “ponto crítico” da matéria nuclear, uma condição em que a transformação de um estado da matéria para outro muda de comportamento, demonstra estudo. Os dados foram registrados pelo detector STAR, instalado no acelerador RHIC, do Laboratório Nacional Brookhaven, em Nova York.
Colisões de ouro e o ponto crítico
Para recriar condições semelhantes às do universo jovem, pesquisadores do Laboratório Nacional Brookhaven fizeram núcleos de ouro colidirem em diferentes níveis de energia. A equipe analisou cerca de 1 bilhão de colisões entre 3 e 7,7 GeV, faixa de menor energia do RHIC.
Nas colisões de menor energia, foi usado um sistema de alvo fixo: o feixe de ouro atingiu uma fina folha do mesmo metal. Essa configuração permite produzir a matéria mais densa alcançada pelo acelerador.
Depois de cada impacto, os cientistas observaram com que intensidade as partículas carregadas eram lançadas para os lados. Essa medida é conhecida pelos físicos como momento transversal. Eles também compararam o movimento das partículas para verificar se elas tendiam a ser lançadas com mais ou menos força juntas.
