A BCM (Brazilian Critical Minerals) fechou um acordo para adquirir 90% de uma fábrica de sulfato de magnésio em Feira de Santana, na Bahia, em uma estratégia para reduzir a dependência de insumos ligados à cadeia chinesa de terras raras.
Por meio da subsidiária brasileira Mineração BBX do Brasil, a australiana assinou um acordo vinculante para assumir o controle da Sais Nordeste Indústria e Comércio, produtora de sulfato de magnésio que está com as operações suspensas desde fevereiro deste ano.
O produto é o principal reagente previsto para o processo de recuperação do projeto Ema, de terras raras, localizado próximo a Apuí, no Amazonas.
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Segundo a BCM, garantir uma fonte doméstica do insumo deve reduzir de forma relevante a exposição do projeto às cadeias chinesas de fornecimento e ampliar o controle da companhia sobre a disponibilidade, qualidade e continuidade do reagente.
A capacidade inicial da fábrica deverá suprir aproximadamente 50% da necessidade de sulfato de magnésio do Ema nos primeiros anos de produção. Com modificações na unidade, a companhia afirma que a capacidade poderá superar 100% da demanda prevista do projeto.
A empresa relaciona a decisão ao endurecimento das restrições impostas pela China à cadeia de terras raras.
