O novo Congresso mantém o agro entre os principais grupos de pressão da política nacional, mas o tamanho da bancada não conta toda a história. O desafio, segundo Pedro Lupion, é transformar representação em capacidade real de negociação e influência sobre a agenda do próximo governo.
Em entrevista ao CNN Agro News, Lupion afirmou que não pretende continuar na presidência da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária ) no próximo mandato. “A gente tem que oxigenar, passar para frente, entregar para as próximas pessoas”, declarou.
Segundo ele, a sucessão já está sendo preparada e o nome do deputado Zé Vitor tem sido trabalhado para compor a nova executiva da entidade. A definição, no entanto, deve ocorrer apenas em março do ano seguinte.
Para Lupion, o principal ponto inegociável nas conversas com o próximo governo é a resolução da questão econômica do país. “Nós estamos enfrentando um endividamento recorde no setor, estamos enfrentando um problema seríssimo de inadimplência, o produtor não está conseguindo plantar, não está conseguindo colher”, afirmou.
Ele destacou ainda que uma renegociação de dívidas já aprovada na Câmara e no Senado não foi aceita pelo governo atual, que editou uma medida provisória considerada insuficiente pelo setor. Lupion citou que o enquadramento previsto na MP gira em torno de 12% e que o relator Paulo Pimenta teria ignorado 144 emendas apresentadas pela bancada.
