Oi, pessoal! Na semana passada, Xi Jinping fez sua primeira visita oficial aos Estados Unidos em 11 anos. Marcado por cerimônias e simbolismo, o evento incluiu desfile militar e jantar de Estado com representantes de empresas como Tesla, SpaceX, xAI, Apple, OpenAI, Meta, Boeing e Dell Technologies.
Os mercados acompanhavam de perto o futuro do “Acordo de Busan”. Segundo Reuters e The Economic Times, a recepção promovida pelo presidente americano abriu caminho para o principal anúncio diplomático da semana. Firmado por Trump e Xi em outubro de 2025, na cidade sul-coreana de Busan, o pacto tinha como objetivo frear a escalada protecionista.
O acordo surgiu em resposta a uma crise de alcance sistêmico. No auge do conflito, o governo americano ameaçou impor tarifas punitivas de até 500% sobre produtos chineses. Em reação, a China suspendeu totalmente as exportações de terras raras. De acordo com o Serviço Geológico dos EUA (USGS), o país asiático responde por cerca de 70% da extração e quase 85% do processamento mundial desses minerais. Adotada em abril de 2025, a medida chegou a interromper linhas de montagem da indústria automotiva americana e provocou forte turbulência nas bolsas globais, evidenciando o risco de uma desconexão econômica desordenada.
Para viabilizar a trégua, ambos os lados fizeram concessões. Os EUA reduziram de 20% para 10% tarifas ligadas à crise do fentanil.
