Os fretes agrícolas recuaram em parte das principais rotas de escoamento de grãos em agosto, mas ainda operam em patamares superiores aos registrados um ano antes. O movimento reflete uma combinação de oferta e demanda por caminhões, com diferenças importantes entre as regiões produtoras e os produtos transportados.
O cenário é acompanhado pela Conab no Boletim Logístico de setembro. Segundo o levantamento, a demanda externa por soja continua sustentando o fluxo de cargas: as exportações brasileiras da oleaginosa somaram 92,7 milhões de toneladas de janeiro a agosto, alta de 7% em relação ao mesmo período de 2025.
No milho, os embarques chegaram a 14,5 milhões de toneladas, queda de 7,9% na comparação anual. Mesmo com menor volume exportado, o cereal tem apresentado valorização no mercado brasileiro e internacional, mantendo demanda por transporte em algumas regiões.
A dinâmica regional, porém, é bastante diferente.
Em Goiás, os fretes subiram na maior parte das rotas monitoradas, impulsionados principalmente pelo transporte de sorgo para Minas Gerais. O aumento da demanda por parte das indústrias de ração, especialmente no fim de agosto, levou a uma valorização de até 22,9% nas tarifas de transporte em algumas rotas.
Em Mato Grosso, maior produtor de grãos do país, os fretes ficaram próximos da estabilidade.
