A chegada de um data center deve levar quem lidera empresas e políticas de desenvolvimento a pensar em como transformar esse investimento em oportunidades para as pessoas e os negócios da região.
Com a sanção do Redata, o Brasil reforça sua aposta na atração de data centers. Energia, conectividade e equipamentos estão no centro dessa agenda, mas a preparação das regiões para construir, operar e prestar serviços a esses empreendimentos também precisa fazer parte do planejamento. Quem vai transformar o investimento em capacidade local?
Como CEO de uma plataforma de IA, Executivo de RH e Líder, vejo três prioridades.
A primeira é preparar pessoas antes da inauguração, considerando que construção, operação e manutenção exigem competências diferentes. O plano de formação deve acompanhar o cronograma e prever os profissionais necessários na obra, na entrada em operação e nos anos seguintes. É preciso um planejamento rigoroso para estabelecer vagas temporárias, permanentes e explicar quais caminhos de qualificação permitem transitar entre essas etapas.
Empresas, escolas técnicas e universidades devem organizar essa preparação a partir das demandas concretas. As empresas devem sinalizar as competências e os prazos para que as instituições de ensino avaliem como preparar os profissionais com antecedência. Quem já trabalha também precisa encontrar caminhos para ampliar sua qualificação através de cursos, formações e trocas para se manter relevante.
