Autoridades russas colocaram um hospital em quarentena e estão monitorando os contatos de uma funcionária de um instituto de pesquisa sobre a peste, na Sibéria, que contraiu pneumonia de causa "desconhecida".
A emissora de TV estatal local informou que a mulher morreu na semana passada. As autoridades russas afirmaram não ter encontrado evidências de que a doença dela tenha sido causada por qualquer um dos patógenos com os quais ela trabalhava.
No entanto, o caso gerou alerta na Rússia após relatos não confirmados na mídia sugerirem que ela poderia ter morrido de peste pneumônica, uma forma menos comum, porém grave, da doença, que pode ser transmitida de pessoa para pessoa.
A mulher trabalhava no Instituto de Pesquisa Antipeste da Sibéria e do Extremo Oriente, em Irkutsk, no sudeste da Sibéria. Uma emissora de TV estatal de Irkutsk noticiou na segunda-feira (5) que ela morreu na semana passada em um hospital em Shelekhov, uma cidade nos arredores de Irkutsk.
O hospital foi colocado em quarentena, disse o prefeito Maxim Modin na sexta-feira (2); a unidade não está mais admitindo nem dando alta a pacientes, e seu laboratório suspendeu a realização de exames de rotina. O ambulatório do hospital continuou funcionando normalmente, segundo ele.
Anna Popova, chefe da agência de vigilância sanitária da Rússia, a Rospotrebnadzor, viajou para Irkutsk e reuniu-se com o governador Igor Kobzev e outras autoridades na sexta-feira.
