A australiana Gold Mountain mira a eventual reativação de uma mina de tungstênio explorada durante a Segunda Guerra Mundial no Rio Grande do Norte.
A companhia anunciou nesta segunda-feira (5) que garantiu o direito exclusivo para avaliar e potencialmente adquirir a área da antiga mina Malhada do Angico, no Seridó potiguar. O empreendimento ocupa cerca de 857 hectares e fica próximo ao município de Parelhas.
Conhecido como um “mineral de guerra” por sua importância histórica para a indústria bélica, o tungstênio é usado na produção de ligas de alta resistência e aços especiais. A demanda pelo mineral cresceu fortemente durante grandes conflitos do século 20, incluindo a Segunda Guerra Mundial.
Os preços do tungstênio dispararam em 2026 em meio ao aperto da oferta e à corrida de países ocidentais para reduzir a dependência da China, que domina cerca de 80% da produção mundial do mineral. O movimento também está ligado a uma demanda crescente de setores como defesa, aeroespacial e semicondutores.
No caso de Malhada do Angico, a própria Gold Mountain afirma que a mineração ocorreu durante o conflito mundial, conduzida pela Mineração Fluminense. A operação extraía rochas com scheelita, principal mineral de minério de tungstênio encontrado na região, e realizava o processamento do material no próprio local.
A Gold Mountain ainda não comprou o projeto.
