A União Soviética iniciou, em 24 de maio de 1970, a perfuração do Poço Superprofundo de Kola, um projeto de prospecção científica na península de Kola com o objetivo de perfurar a crosta terrestre até a profundidade de 15 mil metros.
Em 1989, o poço central SG-3 alcançou a marca de 12 262 metros, tornando-se o ponto artificial mais profundo da Terra. No entanto, temperaturas imprevistas de 180 °C interromperam os trabalhos e inviabilizaram a continuidade do plano.
Aprenda como usar papel alumínio para garantir assados muito suculentos no forno e evitar que carnes e vegetais ressequem durante a preparação
A corrida científica e o recorde de profundidade
Durante o período da Guerra Fria, a prospecção utilizou inicialmente o equipamento de perfuração Uralmash-4E e, posteriormente, a série Uralmash-15000. Em junho de 1979, o projeto soviético superou o recorde mundial anterior de profundidade, que pertencia ao poço de Bertha Rogers, em Oklahoma, nos Estados Unidos, de 9 583 metros.
A marca dos 12 mil metros foi ultrapassada em 1982. Apesar de interrupções técnicas ao longo dos anos, incluindo a quebra de uma seção da coluna de perfuração em 1984, a equipe mantinha a previsão de atingir os 15 mil metros.
A barreira térmica de 180 °C e o encerramento das atividades
Ao se aproximar dos 12,2 km de profundidade, os técnicos encontraram condições térmicas divergentes dos modelos teóricos preliminares.
