Leite, queijo e outros produtos lácteos não pasteurizados podem expor consumidores a bactérias e vírus capazes de provocar infecções graves. Em uma nova recomendação, a Academia Americana de Pediatria reforçou o alerta contra o consumo desses alimentos, especialmente por crianças, gestantes e pessoas que amamentam, e chamou atenção para uma nova preocupação: o vírus H5N1, associado à gripe aviária.
A declaração foi publicada nesta segunda-feira (5) na revista Pediatrics e atualiza as orientações da entidade sobre o tema. A Academia Americana de Pediatria defende que apenas leite e derivados pasteurizados sejam consumidos por gestantes, bebês, crianças, adolescentes e jovens adultos. A organização também voltou a apoiar a proibição da venda e distribuição de leite cru e de produtos feitos a partir dele nos Estados Unidos.
O leite cru é aquele obtido de animais como vacas, cabras e ovelhas que não passa pela pasteurização. Nesse processo, o alimento é aquecido a uma determinada temperatura por um período específico e, depois, rapidamente resfriado, o que elimina microrganismos causadores de doenças.
Entre os patógenos que podem estar presentes em produtos lácteos não pasteurizados estão bactérias como Listeria monocytogenes, Campylobacter jejuni, Salmonella, Brucella e Escherichia coli. A contaminação do leite pode ocorrer de diferentes maneiras, como pelo contato com fezes, pele dos animais, infecções nas glândulas mamárias ou elementos presentes no ambiente.
Quais os riscos do leite cru para crianças e gestantes, segundo a ciência
