O dirigente do BCE (Banco Central Europeu) e presidente do BC da Alemanha (Bundesbank), Joachim Nagel, afirmou que os riscos de alta predominam nas perspectivas de inflação da zona do euro e que a trajetória futura dos preços seguirá dependendo “fortemente” da geopolítica.
“Uma reabertura sustentada do Estreito de Ormuz, a normalização dos fluxos de energia e a recuperação da capacidade de refino podem reduzir a pressão inflacionária”, disse Nagel em discurso preparado para um evento nesta segunda-feira (5)
“Por outro lado, uma nova escalada pode elevar ainda mais os preços da energia e gerar perturbações adicionais.”
Segundo ele, porém, até o momento não há sinais claros de que a inflação tenha se disseminado para a formação de preços e salários. Nagel também ressaltou que as expectativas de longo prazo permanecem compatíveis com a meta de inflação de 2%.
“Essa elevada incerteza em torno das perspectivas de inflação exige flexibilidade, e não inação. O Conselho do BCE continuará a tomar decisões com base nos dados disponíveis, a cada reunião. Essa abordagem tem se mostrado eficaz até o momento e continuará a nos servir bem”, ponderou.
Além das perspectivas econômicas e de política monetária, Nagel avaliou argumentos favoráveis a uma maior diversificação em ouro.
“O recente aumento nos rendimentos dos títulos públicos globais reforçou novamente a atratividade relativa dos ativos de dívida.
