O setor de serviços no Brasil voltou a registrar contração em setembro, no ritmo mais forte em quase um ano, conforme a retração da demanda provocada novas quedas na atividade, no emprego e em novos pedidos, de acordo com o PMI (Índice de Gerentes de Compras) divulgado nesta segunda-feira (5).
Ainda assim, as empresas se tornaram mais otimistas em relação às perspectivas de crescimento, devido à expectativa de condições econômicas melhores após a eleição presidencial deste mês.
O PMI de serviços do Brasil, elaborado pela S&P Global, caiu a 49,2 em setembro, de 50,5 em agosto, marcando o ritmo mais forte de retração desde outubro de 2025. A marca de 50 separa crescimento de contração.
Os participantes da pesquisa mencionaram desafios políticos e econômicos, bem como a falta de investimentos e o impacto de greves.
“Se for necessário um segundo turno da eleição, como muitos esperam, pode levar mais tempo para que a confiança seja restaurada e os investimentos sejam retomados”, disse Pollyanna De Lima, diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence
“As próprias empresas, porém, mostraram-se mais otimistas em relação às perspectivas de crescimento de prazo médio da demanda e da produção.”
Segundo o levantamento, restrições orçamentárias entre os clientes, condições competitivas, perda da demanda e cancelamentos de projetos levaram as vendas a um território de contração em setembro.
O ritmo de queda, no entanto, foi apenas leve, assim como na produção.
