O resultado do primeiro turno voltou a colocar os institutos de pesquisa no centro do debate político. Com 99,99% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro terminou em primeiro lugar, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula ficou em segundo, com 45,16%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.
A declaração feita anteriormente por Nikolas Ferreira, de que, se a direita aparecesse empatada com Lula nas pesquisas, poderia estar à frente nas urnas, voltou a circular após a apuração. Levantamentos importantes divulgados antes da eleição colocavam Lula numericamente na liderança: o Datafolha chegou à reta final apontando 45% dos votos válidos para Lula e 40% para Flávio. Outros levantamentos mostravam empate técnico. Entretanto, não é correto dizer que todos os institutos colocavam Lula à frente: a Palver, por exemplo, divulgou levantamento com Flávio numericamente na liderança, com 47% contra 43%.
As agências de checagem também entraram no debate durante a campanha. Um dos episódios de maior repercussão envolveu a informação de que setores ligados a Flávio Bolsonaro pretendiam retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A afirmação circulou amplamente nas redes, mas não havia projeto atual de Flávio com esse objetivo; a própria Globo publicou uma correção sobre o tema. O episódio alimentou críticas sobre como informações falsas ou sem comprovação são tratadas durante períodos eleitorais.
