Um PlayStation 6 custando próximo de US$ 1.000 pode ser difícil de justificar caso a próxima geração ofereça apenas melhorias técnicas incrementais. A avaliação é de Shawn Layden, ex-chefe da PlayStation, que questionou até onde os consumidores estão dispostos a pagar por avanços cada vez menos perceptíveis entre gerações.
Em entrevista ao podcast The Expansion Pass, Layden argumentou que recursos como ray tracing, maior poder computacional e números superiores de teraflops podem não representar, para boa parte do público, uma mudança suficientemente significativa para justificar um console nessa faixa de preço.
Evolução entre gerações está menos evidente
Para explicar seu argumento, Layden comparou a transição do primeiro PlayStation para o PS2 com a passagem das fitas VHS para o DVD.
Naquele período, segundo o executivo, a diferença proporcionada pela nova tecnologia era evidente para o consumidor. Atualmente, os avanços entre gerações são mais difíceis de identificar sem colocar versões lado a lado ou analisar aspectos técnicos.
Isso cria um desafio para fabricantes como a Sony: quanto menor a percepção de evolução, mais difícil pode ser convencer os jogadores a investir novamente em um hardware consideravelmente mais caro.
O comentário acontece em um momento no qual analistas do setor discutem a possibilidade de o PS6 e o próximo Xbox chegarem a preços significativamente superiores aos praticados no início da atual geração.
