A popularização das ferramentas de inteligência artificial generativa está criando um novo problema para grandes publishers: projetos capazes de recriar jogos e propriedades intelectuais em pouco tempo. Activision e Bethesda, ambas pertencentes à Microsoft, agiram recentemente contra duas iniciativas desse tipo envolvendo Call of Duty: Modern Warfare 2 e Fallout.
Os casos chamaram atenção não apenas pelo uso de IA, mas pela velocidade com que os projetos foram desenvolvidos e ganharam repercussão nas redes sociais.
Fallout: New York recebeu notificação da Bethesda
Um dos projetos era Fallout: New York, experiência criada para funcionar diretamente no navegador e inspirada na franquia da Bethesda.
O desenvolvedor ChrisFirst afirmou ter utilizado o Claude Opus 5.5 para criar o projeto, que incluía missões, árvores de diálogo, sistema inspirado no V.A.T.S. e um Pip-Boy funcional.
Segundo o criador, construções, armas, personagens e sons eram gerados por código, sem a utilização de arquivos tradicionais de textura ou áudio.
A demonstração publicada em 28 de setembro rapidamente ganhou repercussão, ultrapassando 3,5 milhões de visualizações. Poucos dias depois, porém, o desenvolvedor anunciou que abandonaria o projeto após receber uma suposta notificação extrajudicial da Bethesda alegando violação de propriedade intelectual.
Activision age contra recriação de Modern Warfare 2
Outro projeto utilizava IA generativa de maneira diferente.
