O eleitor brasileiro utilizou as urnas do primeiro turno das eleições de 2026 para enviar um recado de insatisfação com o cenário político atual, segundo o analista de Política da CNN Caio Junqueira.
O resultado revelou um avanço de Flávio Bolsonaro (PL) e da direita brasileira, movimento que, embora já fosse apontado pelas pesquisas, mostrou-se ainda mais contundente com a apuração dos votos.
Flávio largou na frente e na condição de favorito para o segundo turno. Seu partido, o PL, conquistou superbancadas na Câmara e no Senado e, junto com o Centrão, deve dominar o Legislativo a partir do próximo ano.
Derrotas simbólicas para a esquerda
A esquerda acumulou derrotas de grande simbolismo. Figuras associadas ao governo federal não conseguiram se eleger: Gleisi Hoffmann (PT), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) não conquistaram vagas no Senado.
Além delas, Patrus Ananias (PT) perdeu no primeiro turno a disputa pelo governo de Minas Gerais, João Campos (PSB) foi derrotado em Pernambuco, Manuela Dávila (PSOL) perdeu no Rio Grande do Sul e Randolfe Rodrigues (PT), no Amapá. José Dirceu (PT) também não conseguiu se eleger deputado federal em São Paulo.
O quadro de derrotas, no entanto, não se restringiu à esquerda. Importantes aliados de centro e de centro-direita do governo também saíram fragilizados do primeiro turno. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), viu seu principal adversário político, Dr.
