O resultado do primeiro turno da eleição acendeu um sinal de alerta no Supremo Tribunal Federal (STF).
O avanço da direita no Senado tende a fortalecer a ala que defende mudanças no Judiciário e o impeachment de ministros da Corte ().
Nesse cenário, o presidente do STF, Edson Fachin, pretende apresentar até o fim de novembro um projeto de modernização do sistema de Justiça.
Fachin já havia decidido levar adiante a iniciativa antes mesmo do resultado da eleição deste domingo (4).
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Em junho, o STF criou um grupo de trabalho para discutir uma reforma estrutural do Judiciário, com propostas de mudanças legislativas e administrativas.
O grupo passou a reunir contribuições de juristas, magistrados, acadêmicos e entidades da sociedade civil.
Entre as propostas encaminhadas ao grupo estão:
mudanças nas competências do Supremo;
adoção de mandato para ministros;
restrições a decisões individuais;
mecanismos de controle e responsabilização;
redução de férias;
regras para o teto remuneratório; e
medidas relacionadas ao uso de inteligência artificial pelo Judiciário.
Presidente do STF, Edson Fachin.
Jornal Nacional/ Reprodução
Peso político
Com o avanço da direita nas urnas, porém, a iniciativa de Fachin ganha um novo peso político.
Depois da eleição e do avanço da direita, Fachin vai propor projeto de modernização do sistema de Justiça
