Dou aula de Gestão de Pessoas em cursos de graduação e pós-graduação há aproximadamente 14 anos e atuo como gestor há 17 anos. Ao longo dessa trajetória, tanto na sala de aula quanto dentro das organizações, uma coisa tenho certeza, existe uma relação direta entre empresas que desenvolvem suas pessoas e empresas que conseguem melhores resultados em engajamento, experiência do empregado, atendimento e vendas.
Não dá para falar de experiência do cliente sem falar de experiência do empregado. Da mesma forma, não dá para exigir alta performance de uma pessoa que não foi adequadamente preparada para performar.
Pessoas que se sentem capacitadas tendem a ser mais seguras para atender, vender, tomar decisões, resolver problemas e, principalmente, se envolver com os objetivos do negócio. Quando o colaborador entende o que precisa fazer, sabe como fazer e percebe que a organização investe no seu crescimento, o desenvolvimento deixa de ser apenas uma ação de Recursos Humanos e passa a fazer parte da estratégia empresarial.
Os números ajudam a dimensionar esse desafio, para você ter noção, entre as 443 organizações participantes do Panorama do Treinamento no Brasil 2025/2026, a média registrada foi de 26 horas de treinamento por funcionário ao ano. O investimento médio em Treinamento e Desenvolvimento foi de R$ 1.199 por funcionário ao ano.
Mas existe um dado que, para mim, merece ainda mais atenção: a aplicação do conteúdo no trabalho foi avaliada em apenas 11% dos projetos.
