O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, anunciou nesta segunda-feira (5) a antecipação das eleições gerais para 29 de novembro, uma aposta com a qual busca renovar seu mandato após a derrota no Congresso de suas medidas contra a crise da moradia.
A decisão do dirigente socialista, no poder desde 2018, põe fim a uma legislatura marcada pela fragilidade parlamentar de seu governo de coalizão minoritário e por suas crescentes dificuldades para aprovar iniciativas-chave.
“Decidi convocar um Conselho de Ministras e Ministros extraordinário ainda nesta manhã para dissolver as Cortes Gerais e convocar eleições gerais” em 29 de novembro, indicou Sánchez em uma mensagem no Palácio de Moncloa, sede da Presidência do Governo em Madri.
“Para fazer mais, precisamos renovar e ampliar o apoio das pessoas”, afirmou, antes de assinalar que, para realizar as reformas pendentes e reduzir os níveis de desigualdade, precisa de “uma maioria muito mais ampla, progressista” no Parlamento.
Pesquisas mais recentes sobre intenção de voto colocam o conservador Partido Popular (PP), principal força da oposição, à frente dos socialistas, ainda que sem maioria absoluta.
Este cenário obrigaria o PP a buscar apoios para governar. A extrema direita do Vox, terceira força política, desponta como um dos atores-chave.
“Por fim, os espanhóis decidirão”, reagiu o líder do PP, Alberto Núñez Feijóo.
