Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputarão o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, após terem sido os dois candidatos mais votados no primeiro turno, realizado no último domingo (4), de acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Em entrevista ao CNN Novo Dia, o fundador do Instituto Idea, Maurício Moura, analisou os principais recados das urnas e traçou cenários para a segunda etapa da disputa. Segundo o especialista, os votos em Flávio foram motivados pela rejeição a Lula.
Eleição de oposição
Segundo Maurício Moura, o principal recado do primeiro turno foi o caráter oposicionista da eleição. “O eleitor que não aprova o governo se aglutinou principalmente na candidatura do Flávio Bolsonaro, até esvaziando as outras candidaturas na reta final”, afirmou. Para ele, o antipetismo foi um fator determinante desde o início da corrida eleitoral.
Moura destacou que parte significativa dos votos destinados a Flávio Bolsonaro foi motivada não necessariamente por adesão ao candidato, mas pela rejeição ao governo. “Muitos eleitores até nem gostam do Flávio, mas era a melhor oportunidade para tirar o PT e ganhar do Lula”, disse.
O fundador do Instituto Idea classificou esse movimento como “a maior antecipação do segundo turno no primeiro desde o de 89″.
A ausência de uma terceira via competitiva também foi analisada por Moura.
